segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Certas coisas que não deveriam acontecer. Pelo menos eu tenho convicção disso, mas acredito que essa não seja a visão de certos comércios por aí.

Semana passada meu pai completou 35 anos de trabalho em uma empresa. Levemos em consideração que essa é uma marca que merece toda a atenção, principalmente porque daqui pra frente, alguém comemorar 10 anos de empresa já será um triunfo, haja vista a ansiedade das gerações x, y e z, tão citadas por alguns estudiosos. Enfim, com toda a atenção merecida, todos os anos, a empresa em questão convida seus funcionários que completam 20, 25, 30, 35 e 40 anos de casa para uma homenagem.

A empresa escolhe algumas lojas em Americana e disponibiliza valores para que os funcionários possam escolher os prêmios desejados. Esse ano, Magazine Luiza, Polishop e Zanini foram escolhidas. Meu pai preferiu ir na Magazine Luiza. O maior arrependimento, se bem posso dizer.
Para escolher os produtos já foi um tormento. Um vendedor empurrando para o outro, demorou umas 3 horas pra conseguir sair da loja, sem os produtos. Foi a única loja em que não se podia trazê-los pra casa na hora. Essa semana, a retirada da mercadoria foi liberada. E vamos começar o resumo da ópera.

A loja estava com promoção, lotada, e obviamente nenhum vendedor queria perder tempo pra atender uma “venda” já efetuada previamente. As mercadorias que deviam estar reservadas, pelo jeito, não estavam. A cafeteira veio do mostruário, pelo mesmo preço da fechada na caixa. O celular ainda estava lá, mas ninguém sabia onde. Depois de duas horas caçando a mercadoria sem encontrá-la, empurraram outro parecido, mas fizeram pagar a diferença. Sim, ele teve que pagar a diferença pra tirar a mercadoria da loja! Um absurdo sem tamanho e sem comparação, o consumidor pagar pela falta de organização plena de um estabelecimento comercial. E com três horas para conseguir escolher, duas horas de espera para retirar, totalizando cinco preciosas horas, as mercadorias, antes tarde do que nunca, estão em casa. Espero não precisar do suporte da loja para mais nada.

E depois dessa falta de respeito tamanha, digo com todas as letras que nem a grandiosa promoção pra ganhar uma casa lotada de prêmios me faz voltar àquela loja. Uma rede de varejo desse porte, com essa fama, se prestar a um papel desses. O "Vem ser feliz" fica apenas no slogan. Que pena.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Eu e minhas promoções fajutas...

Acho que eu atraio promoções fajutas... ou são tantas praticadas pelo mercado, que acabam me atingindo da mesma forma.
Esses tempos atrás me ligaram de uma empresa, dizendo que eu havia ganhado uma sessão de fotos com direito a maquiagem. Bom, como eu não tinha nada mais importante pra fazer, fui receber o meu prêmio. Quando cheguei, já fui bem atendida por uma moça que me levou ao andar de cima, onde ficam os estúdios e me deu um contrato para assinar.
Se não me engano, as cláusulas principais eram que o direito das fotos era deles e que eu ganharia uma foto de brinde. Até aí tudo bem. Uma outra menina que estava lá, que pelo jeito “ganhou” a mesma promoção que eu, ficou indignada. Como advogada que era, achou absurdo o contrato, dizendo que era propaganda enganosa, que não tinham falado ao telefone que ela teria que comprar as fotos, se as quisesse. Ela saiu sem nem falar com mais ninguém.
Eu, como comunicóloga, decidi descobrir as diferenças entre quem ganha a promoção e quem demonstra interesse em fazer um book. Tirei todas as fotos, que ficaram lindas por sinal, trabalho profissional de primeira qualidade. Quer dizer, pelo menos pra mim, que não entendo lá grande coisa de fotos. Preciso submetê-las a um profissional qualificado... ou não. Vai que ele critique a modelo.
Terminada a sessão de fotos, a fotógrafa me pediu que esperasse pra descer com alguém da área de vendas. Agora ia começar toda a lavagem cerebral e visual. Mas eu fiquei firme e forte, queria ver o que eu tinha ganhado até então. A vendedora me solicitou que escolhesse as fotos que eu gostei. Não eram muitas, de 81 consegui eliminar 6. Começou a me mostrar as maneiras diferentes do book, com montagens, impressas em fotolivro. Lógico que ela ia tentar me vender o mais caro. Vendo minha cara de espanto e de inequívoca falta de dinheiro para esse investimento, me ofereceu o intermediário, com fotos impressas em 25X30. Minha feição continuou igual. Lógico que reparando isso, ela me ofereceu o book menorzinho, com fotos 15X21. Fiquei de pensar e to pensando até hoje.
Ah, fiquei de falar sobre as diferenças. Como não compartilhá-las? Na verdade, diferenças não. DiferençA. No singular, porque é única. Quem procura a loja pra fazer o book é obrigado a comprar no mínimo 20 fotos.
Como todo atendimento que se preze, me ligaram do pós-vendas, perguntando se eu havia gostado das fotos e da promoção. Partindo do pressuposto que quem pergunta quer saber, eu disse o que pensava. O diálogo ao telefone foi mais ou menos assim:
- Bom dia, Vanessa. Aqui é da empresa Yamashita de Americana e gostaria de saber se você gostou das fotos.
- Sim, as fotos ficaram ótimas. Gostei bastante, mas a promoção é fajuta. Eu não ganhei nada.
- Como não? A senhora ganhou uma sessão de fotos com direito a maquiagem e uma foto de brinde.
- Ah é?! Mas pelo que eu saiba, a única diferença entre eu que ganhei e quem tem interesse em fazer um book é que a pessoa é obrigada a ficar com 20 fotos. A maquiagem ela também ganha, e o brinde, se o último book for de mais de um ano, também. Agora só me falta, vocês me ligam pra eu fazer um book, e ainda me obrigam a ficar com 20 fotos.
- Mas a Senhora gostou das fotos?
- Volto a repetir, as fotos são ótimas, em compensação a promoção... Agora passa pra sua gerente... Se eu, e tantas outras, não tivéssemos ganhado a tal da promoção, os funcionários teriam ficado disponíveis na empresa sem ter de quem tirar fotos, certo? Porque se não, não era necessário promoção. Agora, funcionário disponível sem serviço pra fazer é custo pra empresa. A promoção certamente vem pra cobrir esse buraco, mas vocês precisavam querer lucro de 100% em cima de promoção? Aliás, como vocês tem coragem de chamar isso de promoção? Me dessem desconto nas fotos. Que fosse permitida a venda apenas dos arquivos digitais pra quem ganhou a tal promoção. Há várias maneiras de fazer disso uma verdadeira promoção, mas eu tenho certeza que muita gente cai no conto do vigário, porque o trabalho é lindo aos olhos, pena que meus ouvidos andem apurados.
- Certo Senhora, suas fotos ficarão disponíveis até o próximo dia 23, se a Senhora tiver interesse. Obrigada.
- Por nada. Só espero que você registre minha informação.
Como não me ligaram mais, nem a gerente, nem ninguém, não deram ibope. E a reclamação acaba por ai.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A promoção que não foi exatamente uma promoção merece uma continuação...

Depois de ler e reler várias vezes meu último post, cheguei a conclusão que esse assunto merece muito mais que uma exposição dos fatos, merece uma análise um pouco mais profunda.
Logo que aconteceu tudo isso, conversei com várias pessoas mostrando e apontando todo o meu descontentamento com o que me foi oferecido. Tenho certeza que várias meninas ficariam ávidas por simplesmente terem visto várias personalidades de pertinho. Álias, só de ter andado naqueles carrinhos da Ana Maria Braga já teria sido ótimo. Ter cruzado com Gabriel Braga Nunes pelos corredores também teria sido muito bom. O que se poderia dizer de ter visto Luan Santana com menos de 2 metros de distância sem ter que enfrentar nenhum empurra-empurra pra isso? Tudo isso me aconteceu. Vi Cláudia Raia, Alexandre Borges, Thiago Leiffert, Bruno Gagliasso, Vitor & Léo, Irene Ravache, Gabriela Duarte, entre outros, de pertinho. Vi até Restart, e constatei que eles são mais coloridos quando a gente dá um close com os próprios olhos. Eles estavam ali no palco, e eu, porque pedi, estava na primeira fileira da platéia.
O que eles me deram naquele dia foi só o gostinho na boca. Eu entrei por uma portaria diferenciada, andei pelos corredores, passei pela sala onde entrariam todos os concorrentes, mas não pude ficar ali. Tive que me juntar a todas as caravanas, como se eu fosse parte delas. Quando cheguei, eles já haviam servido lanche pra todo o pessoal, me trouxeram algo para comer e o suco já tinha acabado. Com isso, me falaram que eu ia ter que tomar água pra descer o lanche seco de presunto sem queijo, mas eu estava participando do “Melhores do Ano”. Quanta honra...
Certa vez, comentando sobre isso com alguém, a pessoa me disse que eu tinha know-how demais, por isso estava tão frustrada. Pensando por esse aspecto, a solução, então, seria que nós, comunicólogos, não participemos mais de nada desse tipo, porque enxergamos além do que foi feito, analisamos o que poderia ter sido feito. Temos know-how demais pra achar melhorias, caminhos diferentes, compromissos não assumidos. Com certeza, eu não fui a ganhadora certa dessa promoção, mas eles tinham que ter se preparado pra isso, e não eu deixado de concorrer. Acho que mais frustrada do que ter ganhado, eu estava por não ter feito! Teria pensado em tantas coisas legais, diferentes, prazeres que alguém só poderia ter ganhando uma promoção desse tipo, e com praticamente o mesmo orçamento. Eles tinham tudo na mão, e não fizeram nem o mínimo. Afinal, passagem de avião, a TAM me dá. Assistir a gravação? É só montar uma caravana e reservar lugar. Não preciso da produção do programa pra isso.
Por tudo isso, e mais algumas coisas, que quando me perguntam por que eu fiz Relações Públicas, eu respondo com orgulho: Porque gosto de pensar nos outros! Gosto de pensar em necessidades e desejos, e o melhor que as empresas que atuo podem fazer. As pessoas ainda são a base de qualquer negócio, por maior que seja a tecnologia alcançada, e nós precisamos pensar nelas e o que elas vão falar por ai.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A promoção que não foi exatamente uma promoção...

Muitas vezes me pergunto o que leva uma empresa a realizar uma promoção. Bom, como a própria palavra diz, é para se promover. Agora, se é isso que as organizações desejam, por que muitas vezes não levam em consideração as expectativas dos participantes?

Como prometido no último post, vou dividir com vocês uma experiência assim, única e frustrada da minha vida. Única, porque depois da minha reclamação jamais me darão aquele prêmio de novo, e frustrada, porque tinha tudo pra ser um dia perfeito, e não foi.

Para localizá-los nos acontecimentos, todos os anos é realizado no programa “Domingão do Faustão” da Rede Globo, a premiação “Melhores do ano”, em que o público escolhe, em várias categorias, qual foi o melhor em sua opinião. Enfim, lançaram uma promoção no site: a resposta mais criativa para a pergunta “Por que seu ídolo merece ganhar os melhores do ano?” iria para o Rio de Janeiro com tudo pago para participar da gravação do programa. Como vocês já devem imaginar, e não sei porque cargas d’água, a resposta escolhida foi a minha. Pra ser sincera, nem lembro o que falei.

Me cadastrei na promoção a pedido da minha irmã, Ana Paula, que é menor de idade, e como constava no regulamento, não poderia participar. Se eu ganhasse, teria direito a um acompanhante. Lógico que seria ela, mas não foi. A primeira informação que me foi passada foi que ela poderia ir, com a autorização dos meus pais. Ela, como a típica adolescente que é, fanática por Jorge & Mateus, deu pulos, esperneou, gritou e ligou pra todas as amigas, tudo ao mesmo tempo, com perdão da hipérbole.

Pra resumir, depois de algum tempo me ligaram de novo, falando que ela, por ser menor de idade, não poderia ir, porque o departamento jurídico não havia autorizado. Ai começou toda a confusão. Esperando que o responsável pudesse corrigir o equívoco que ele mesmo cometeu, perguntei se não entrava menor de idade na platéia. Obtendo uma resposta afirmativa, achei a solução para o problema: outra pessoa iria comigo como acompanhante, e ela como platéia normal. Bom, ele não cedeu, com o argumento de que já estava lotado.

Deixei minha irmã chorando em casa pra ir, porque esse era o mais próximo que eu poderia chegar de realizar o sonho dela, conhecer Jorge & Mateus. Escrevi uma carta de duas páginas, pedindo que ela pudesse os conhecer em algum evento da região, e fiquei esperando pela oportunidade de entregar diretamente à dupla de desejo, ou à alguém da equipe deles. Não me deixaram. Disseram que esse era um dia muito especial do programa e que não havia ninguém que pudesse me acompanhar nessa incrível jornada que duraria 5 minutos: entrar no camarim, tirar uma foto, entregar a carta e sair. Ah sim, não esquecendo: os ganhadores na categoria em que essa dupla competia foram Vitor & Léo. Então eu ganhei a promoção por ser fã de uma dupla que eu só vi no telão, porque eles nem entraram no palco.

Acho engraçada a relação entre fã e ídolo. Vejo pessoas que ficam ensandecidas por ficar na frente de seus ídolos, então há de se concordar que essa é uma relação em que há de se tomar muito cuidado. É onde entram as expectativas. Tenho certeza, que juridicamente não havia nada errado com o regulamento da promoção, nada que deixasse uma brecha para um possível problema. Mas, quando se ganha uma promoção por ter a resposta mais criativa para uma pergunta que tem a ver com seu ídolo, o mínimo que se espera é poder conhecê-lo de perto, não?! Bom, na minha concepção, deveria ser. Caso contrário, a pergunta feita deveria ter sido: “O que você faria para assistir a gravação do programa?”. Muito mais apropriado, quando a única coisa que eles vão te fornecer é isso. Nem reservaram lugar para mim na platéia. Só sentei na primeira fileira porque pedi. Me jogaram junto com todas as caravanas e lá eu fiquei.

Quando entramos no estúdio de gravação, me deparei com uma menina dizendo que estava lá atrás vendo todos os concorrentes ao prêmio. Quando a questionei sobre como ela conseguiu, ela me disse que uma amiga de uma amiga trabalhava lá, e a colocou pra dentro. Que pena, eu só fui a única ganhadora de uma promoção realizada pela produção do programa, não tive a sorte de ser a amiga da amiga do namorado de não sei quem. Achei o incidente meio irônico, tanto quanto as minhas palavras.

Passei tanto nervoso na gravação do programa, que nem queria assisti-lo no dia seguinte, pra saber como seria minha imagem na tela da Rede Globo. Devia ter levado uma daquelas placas normais em eventos esportivos escrito “Mãe, tô na globo”. Pensando bem, seria perca de tempo, não me deixariam entrar com ela. Deixando as brincadeiras de lado, cansei de ouvir a palavra complicado naquele dia. Tudo, para todos os funcionários, era complicado demais. Deve ter sido complicado pensar nessa promoção também. Vamos colocar o ganhador no avião, contratar o táxi para trazê-lo até o Projac, e deixa-lo com todos os outros. Só não podemos esquecer do regulamento, precisamos passar tudo para o jurídico. Complicadíssimo. E eu escrevendo ironia pesada, de novo.

Enfim, consegui com algum custo, fazer minha irmã conhecer Jorge & Mateus. Por mérito de um funcionário da produção, e não pela promoção. Mas isso merece um post especial...

Até a próxima.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Início de uma idéia...

Bom. Vamos lá. Eu, como uma boa comunicóloga, nunca tive um blog. Esse vai ser o primeiro, e não vai ser pra mim. Não tenho a menor intenção de falar da minha vida particular ou dizer palavras indiretas pra alguém. Graças ao meu amigo Diego, quem me deu a idéia, decidi fazer um blog profissional. Por isso o nome: RP no dia-a-dia.
Esse blog é pra aqueles que acreditam que Relações Públicas é coisa de grandes corporações, multinacionais ou não. Venho dizer que RP é coisa pra todo mundo, até pra padaria da esquina de casa. Oras, por que não? Quem nunca foi mal atendido em um lugar e nunca mais retornou? Quem nunca teve dificuldades pra trocar um produto comprado, seja pelo motivo que for?
Esse blog tem a função de mostrar que Relações Públicas envolve grandes projetos de comunicação, em grandes corporações, pequenos projetos de comunicação, em pequenas empresas. A regra é a proporcionalidade. Afinal, o orçamento é o limite. E muitas idéias criativas saem com um orçamento pequeno.
Para atingir o objetivo, conto com todos vocês, leitores, amigos e colegas de profissão. O que nos deparamos no nosso dia-a-dia que nos incomoda? O que essas empresas poderiam fazer de melhor? Qual a solução ou as várias soluções possíveis? O que de melhor podemos fazer dentro das nossas possibilidades? Vamos opinar...
O segundo post desse blog, vai se tratar sobre uma promoção da produção do Domingão do Faustão que ganhei no ano passado. Com a proximidade do próximo prêmio “Os melhores do Ano” acho digno falar da minha experiência.
Com o tempo o blog vai melhorando... e até a próxima semana...