segunda-feira, 26 de março de 2012

A promoção que não foi exatamente uma promoção merece uma continuação...

Depois de ler e reler várias vezes meu último post, cheguei a conclusão que esse assunto merece muito mais que uma exposição dos fatos, merece uma análise um pouco mais profunda.
Logo que aconteceu tudo isso, conversei com várias pessoas mostrando e apontando todo o meu descontentamento com o que me foi oferecido. Tenho certeza que várias meninas ficariam ávidas por simplesmente terem visto várias personalidades de pertinho. Álias, só de ter andado naqueles carrinhos da Ana Maria Braga já teria sido ótimo. Ter cruzado com Gabriel Braga Nunes pelos corredores também teria sido muito bom. O que se poderia dizer de ter visto Luan Santana com menos de 2 metros de distância sem ter que enfrentar nenhum empurra-empurra pra isso? Tudo isso me aconteceu. Vi Cláudia Raia, Alexandre Borges, Thiago Leiffert, Bruno Gagliasso, Vitor & Léo, Irene Ravache, Gabriela Duarte, entre outros, de pertinho. Vi até Restart, e constatei que eles são mais coloridos quando a gente dá um close com os próprios olhos. Eles estavam ali no palco, e eu, porque pedi, estava na primeira fileira da platéia.
O que eles me deram naquele dia foi só o gostinho na boca. Eu entrei por uma portaria diferenciada, andei pelos corredores, passei pela sala onde entrariam todos os concorrentes, mas não pude ficar ali. Tive que me juntar a todas as caravanas, como se eu fosse parte delas. Quando cheguei, eles já haviam servido lanche pra todo o pessoal, me trouxeram algo para comer e o suco já tinha acabado. Com isso, me falaram que eu ia ter que tomar água pra descer o lanche seco de presunto sem queijo, mas eu estava participando do “Melhores do Ano”. Quanta honra...
Certa vez, comentando sobre isso com alguém, a pessoa me disse que eu tinha know-how demais, por isso estava tão frustrada. Pensando por esse aspecto, a solução, então, seria que nós, comunicólogos, não participemos mais de nada desse tipo, porque enxergamos além do que foi feito, analisamos o que poderia ter sido feito. Temos know-how demais pra achar melhorias, caminhos diferentes, compromissos não assumidos. Com certeza, eu não fui a ganhadora certa dessa promoção, mas eles tinham que ter se preparado pra isso, e não eu deixado de concorrer. Acho que mais frustrada do que ter ganhado, eu estava por não ter feito! Teria pensado em tantas coisas legais, diferentes, prazeres que alguém só poderia ter ganhando uma promoção desse tipo, e com praticamente o mesmo orçamento. Eles tinham tudo na mão, e não fizeram nem o mínimo. Afinal, passagem de avião, a TAM me dá. Assistir a gravação? É só montar uma caravana e reservar lugar. Não preciso da produção do programa pra isso.
Por tudo isso, e mais algumas coisas, que quando me perguntam por que eu fiz Relações Públicas, eu respondo com orgulho: Porque gosto de pensar nos outros! Gosto de pensar em necessidades e desejos, e o melhor que as empresas que atuo podem fazer. As pessoas ainda são a base de qualquer negócio, por maior que seja a tecnologia alcançada, e nós precisamos pensar nelas e o que elas vão falar por ai.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A promoção que não foi exatamente uma promoção...

Muitas vezes me pergunto o que leva uma empresa a realizar uma promoção. Bom, como a própria palavra diz, é para se promover. Agora, se é isso que as organizações desejam, por que muitas vezes não levam em consideração as expectativas dos participantes?

Como prometido no último post, vou dividir com vocês uma experiência assim, única e frustrada da minha vida. Única, porque depois da minha reclamação jamais me darão aquele prêmio de novo, e frustrada, porque tinha tudo pra ser um dia perfeito, e não foi.

Para localizá-los nos acontecimentos, todos os anos é realizado no programa “Domingão do Faustão” da Rede Globo, a premiação “Melhores do ano”, em que o público escolhe, em várias categorias, qual foi o melhor em sua opinião. Enfim, lançaram uma promoção no site: a resposta mais criativa para a pergunta “Por que seu ídolo merece ganhar os melhores do ano?” iria para o Rio de Janeiro com tudo pago para participar da gravação do programa. Como vocês já devem imaginar, e não sei porque cargas d’água, a resposta escolhida foi a minha. Pra ser sincera, nem lembro o que falei.

Me cadastrei na promoção a pedido da minha irmã, Ana Paula, que é menor de idade, e como constava no regulamento, não poderia participar. Se eu ganhasse, teria direito a um acompanhante. Lógico que seria ela, mas não foi. A primeira informação que me foi passada foi que ela poderia ir, com a autorização dos meus pais. Ela, como a típica adolescente que é, fanática por Jorge & Mateus, deu pulos, esperneou, gritou e ligou pra todas as amigas, tudo ao mesmo tempo, com perdão da hipérbole.

Pra resumir, depois de algum tempo me ligaram de novo, falando que ela, por ser menor de idade, não poderia ir, porque o departamento jurídico não havia autorizado. Ai começou toda a confusão. Esperando que o responsável pudesse corrigir o equívoco que ele mesmo cometeu, perguntei se não entrava menor de idade na platéia. Obtendo uma resposta afirmativa, achei a solução para o problema: outra pessoa iria comigo como acompanhante, e ela como platéia normal. Bom, ele não cedeu, com o argumento de que já estava lotado.

Deixei minha irmã chorando em casa pra ir, porque esse era o mais próximo que eu poderia chegar de realizar o sonho dela, conhecer Jorge & Mateus. Escrevi uma carta de duas páginas, pedindo que ela pudesse os conhecer em algum evento da região, e fiquei esperando pela oportunidade de entregar diretamente à dupla de desejo, ou à alguém da equipe deles. Não me deixaram. Disseram que esse era um dia muito especial do programa e que não havia ninguém que pudesse me acompanhar nessa incrível jornada que duraria 5 minutos: entrar no camarim, tirar uma foto, entregar a carta e sair. Ah sim, não esquecendo: os ganhadores na categoria em que essa dupla competia foram Vitor & Léo. Então eu ganhei a promoção por ser fã de uma dupla que eu só vi no telão, porque eles nem entraram no palco.

Acho engraçada a relação entre fã e ídolo. Vejo pessoas que ficam ensandecidas por ficar na frente de seus ídolos, então há de se concordar que essa é uma relação em que há de se tomar muito cuidado. É onde entram as expectativas. Tenho certeza, que juridicamente não havia nada errado com o regulamento da promoção, nada que deixasse uma brecha para um possível problema. Mas, quando se ganha uma promoção por ter a resposta mais criativa para uma pergunta que tem a ver com seu ídolo, o mínimo que se espera é poder conhecê-lo de perto, não?! Bom, na minha concepção, deveria ser. Caso contrário, a pergunta feita deveria ter sido: “O que você faria para assistir a gravação do programa?”. Muito mais apropriado, quando a única coisa que eles vão te fornecer é isso. Nem reservaram lugar para mim na platéia. Só sentei na primeira fileira porque pedi. Me jogaram junto com todas as caravanas e lá eu fiquei.

Quando entramos no estúdio de gravação, me deparei com uma menina dizendo que estava lá atrás vendo todos os concorrentes ao prêmio. Quando a questionei sobre como ela conseguiu, ela me disse que uma amiga de uma amiga trabalhava lá, e a colocou pra dentro. Que pena, eu só fui a única ganhadora de uma promoção realizada pela produção do programa, não tive a sorte de ser a amiga da amiga do namorado de não sei quem. Achei o incidente meio irônico, tanto quanto as minhas palavras.

Passei tanto nervoso na gravação do programa, que nem queria assisti-lo no dia seguinte, pra saber como seria minha imagem na tela da Rede Globo. Devia ter levado uma daquelas placas normais em eventos esportivos escrito “Mãe, tô na globo”. Pensando bem, seria perca de tempo, não me deixariam entrar com ela. Deixando as brincadeiras de lado, cansei de ouvir a palavra complicado naquele dia. Tudo, para todos os funcionários, era complicado demais. Deve ter sido complicado pensar nessa promoção também. Vamos colocar o ganhador no avião, contratar o táxi para trazê-lo até o Projac, e deixa-lo com todos os outros. Só não podemos esquecer do regulamento, precisamos passar tudo para o jurídico. Complicadíssimo. E eu escrevendo ironia pesada, de novo.

Enfim, consegui com algum custo, fazer minha irmã conhecer Jorge & Mateus. Por mérito de um funcionário da produção, e não pela promoção. Mas isso merece um post especial...

Até a próxima.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Início de uma idéia...

Bom. Vamos lá. Eu, como uma boa comunicóloga, nunca tive um blog. Esse vai ser o primeiro, e não vai ser pra mim. Não tenho a menor intenção de falar da minha vida particular ou dizer palavras indiretas pra alguém. Graças ao meu amigo Diego, quem me deu a idéia, decidi fazer um blog profissional. Por isso o nome: RP no dia-a-dia.
Esse blog é pra aqueles que acreditam que Relações Públicas é coisa de grandes corporações, multinacionais ou não. Venho dizer que RP é coisa pra todo mundo, até pra padaria da esquina de casa. Oras, por que não? Quem nunca foi mal atendido em um lugar e nunca mais retornou? Quem nunca teve dificuldades pra trocar um produto comprado, seja pelo motivo que for?
Esse blog tem a função de mostrar que Relações Públicas envolve grandes projetos de comunicação, em grandes corporações, pequenos projetos de comunicação, em pequenas empresas. A regra é a proporcionalidade. Afinal, o orçamento é o limite. E muitas idéias criativas saem com um orçamento pequeno.
Para atingir o objetivo, conto com todos vocês, leitores, amigos e colegas de profissão. O que nos deparamos no nosso dia-a-dia que nos incomoda? O que essas empresas poderiam fazer de melhor? Qual a solução ou as várias soluções possíveis? O que de melhor podemos fazer dentro das nossas possibilidades? Vamos opinar...
O segundo post desse blog, vai se tratar sobre uma promoção da produção do Domingão do Faustão que ganhei no ano passado. Com a proximidade do próximo prêmio “Os melhores do Ano” acho digno falar da minha experiência.
Com o tempo o blog vai melhorando... e até a próxima semana...