Depois de ler e reler várias vezes meu último post, cheguei a conclusão que esse assunto merece muito mais que uma exposição dos fatos, merece uma análise um pouco mais profunda.
Logo que aconteceu tudo isso, conversei com várias pessoas mostrando e apontando todo o meu descontentamento com o que me foi oferecido. Tenho certeza que várias meninas ficariam ávidas por simplesmente terem visto várias personalidades de pertinho. Álias, só de ter andado naqueles carrinhos da Ana Maria Braga já teria sido ótimo. Ter cruzado com Gabriel Braga Nunes pelos corredores também teria sido muito bom. O que se poderia dizer de ter visto Luan Santana com menos de 2 metros de distância sem ter que enfrentar nenhum empurra-empurra pra isso? Tudo isso me aconteceu. Vi Cláudia Raia, Alexandre Borges, Thiago Leiffert, Bruno Gagliasso, Vitor & Léo, Irene Ravache, Gabriela Duarte, entre outros, de pertinho. Vi até Restart, e constatei que eles são mais coloridos quando a gente dá um close com os próprios olhos. Eles estavam ali no palco, e eu, porque pedi, estava na primeira fileira da platéia.
O que eles me deram naquele dia foi só o gostinho na boca. Eu entrei por uma portaria diferenciada, andei pelos corredores, passei pela sala onde entrariam todos os concorrentes, mas não pude ficar ali. Tive que me juntar a todas as caravanas, como se eu fosse parte delas. Quando cheguei, eles já haviam servido lanche pra todo o pessoal, me trouxeram algo para comer e o suco já tinha acabado. Com isso, me falaram que eu ia ter que tomar água pra descer o lanche seco de presunto sem queijo, mas eu estava participando do “Melhores do Ano”. Quanta honra...
Certa vez, comentando sobre isso com alguém, a pessoa me disse que eu tinha know-how demais, por isso estava tão frustrada. Pensando por esse aspecto, a solução, então, seria que nós, comunicólogos, não participemos mais de nada desse tipo, porque enxergamos além do que foi feito, analisamos o que poderia ter sido feito. Temos know-how demais pra achar melhorias, caminhos diferentes, compromissos não assumidos. Com certeza, eu não fui a ganhadora certa dessa promoção, mas eles tinham que ter se preparado pra isso, e não eu deixado de concorrer. Acho que mais frustrada do que ter ganhado, eu estava por não ter feito! Teria pensado em tantas coisas legais, diferentes, prazeres que alguém só poderia ter ganhando uma promoção desse tipo, e com praticamente o mesmo orçamento. Eles tinham tudo na mão, e não fizeram nem o mínimo. Afinal, passagem de avião, a TAM me dá. Assistir a gravação? É só montar uma caravana e reservar lugar. Não preciso da produção do programa pra isso.
Por tudo isso, e mais algumas coisas, que quando me perguntam por que eu fiz Relações Públicas, eu respondo com orgulho: Porque gosto de pensar nos outros! Gosto de pensar em necessidades e desejos, e o melhor que as empresas que atuo podem fazer. As pessoas ainda são a base de qualquer negócio, por maior que seja a tecnologia alcançada, e nós precisamos pensar nelas e o que elas vão falar por ai.